domingo, 6 de setembro de 2009

"Embora meu objetivo seja compreender o amor, e embora sofra por causa das pessoas a quem entreguei meu coração, vejo que aqueles que me tocaram a alma não conseguiram despertar meu corpo, e aqueles que tocaram meu corpo não conseguiram atingir minha alma..."

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Cara Valente

Cara Valente



Maria Rita



Não, ele não vai mais dobrar

Pode até se acostumar

Ele vai viver sozinho

Desaprendeu a dividir...





Foi escolher o mal-me-quer

Entre o amor de uma mulher

E as certezas do caminho

Ele não pôde se entregar

E agora vai ter de pagar

Com o coração

Olha lá!

Ele não é feliz

Sempre diz

Que é do tipo

Cara Valente

Mas veja só

A gente sabe...



Esse humor

É coisa de um rapaz

Que sem ter proteção

Foi se esconder atrás

Da cara de vilão

Então, não faz assim rapaz

Não bota esse cartaz

A gente não cai não...





Ê! Ê!

Ele não é de nada

Oiá!!!

Essa cara amarrada

É só!

Um jeito de viver na pior

Ê! Ê!

Ele não é de nada

Oiá!!!

Essa cara amarrada

É só!

Um jeito de viver

Nesse mundo de mágoas...

domingo, 30 de agosto de 2009

Só p/ dar risada

Mentira,um dos piores defeitos do ser humano

Detesto mentira...sempre deixo claro isso aos que me conhecem.Omitir é diferente de mentir!Geralmente omitimos algo por necessidade de não ferir o outro,mas mentir pode até poupar no momento,mas qdo a mentira é descoberta dói mais que ao descobrir uma omissão.Pelo menos é assim que vejo.E não adianta,como diz o ditado: a mentira tem perna curta.E eu tenho um faro para mentira que vocês não fazem ideia,hehehe.
Para mentir você tem que ter boa memória...o que geralmente as pessoas não tem.E é nesse ponto que eu as descubro,pois minha memória é boa,e aí quem mentiu esqueceu que me falou algo e bingo:uma mentira descoberta!!!
Além da memória,minha intuição é fodex(relembrando o palhaço Biriba,rsrs).Se ela disser que algo está cheirando mentira é só eu dar uma investigada para descobrir que ela está certa.
Mas fazer o que...vou levando,descobrindo mentiras,me decepcionando com algumas pessoas por causa da mentira...um dia eu me acostumo com ela!
A bem da verdade, não sou essa mulher fatal que você pensa que eu sou. Aquelas histórias de sedução foram todas inventadas e esse ar superior, de quem sabe lidar com a vida, é apenas autodefesa.
Aquelas frases filosóficas, foram só pra te impressionar, pra te passar essa ilusão de intelectual... na verdade eu ainda nem sei se acredito nos valores que me ensinaram, quanto mais em frases feitas e opiniões formadas!

Senta aí, vai! Deixa eu tirar os sapatos, desmanchar o penteado, retirar a maquiagem... quero te mostrar que assim de perto não sou tão bonita quanto pareço, por isso uso todos esses artifícios. É que no fundo tenho um medo terrível de que você me ache feia, de que você encontre em mim uma série de imperfeições.
Sabe, não quero mais usar essa máscara de mulher inatingível, de mulher forte com punhos de aço... No íntimo me sinto uma pequena ave indefesa, leve demais para enfrentar o vento, e, deseja ficar no aconchego do ninho e ser mimada até adormecer.
Olha pra mim, às vezes minha intimidade não tem brilho algum e você terá que me amar muito para suportar essa minha impotência.
Deixa eu tirar o casaco, tirar o cansaço... essa jornada dupla me deixa tão carente... A convicção de independência afetiva? É tudo balela! Eu queria mesmo era dividir a cama, a mesa, o banho... Queria dividir os sentimentos, os sonhos, as ilusões... um pedaço de torta, uma xícara de café, algum segredo...
Ah, eu tenho andado por aí, tenho sido tantas mulheres que não sou! Quantas vezes me inventei e até me convenci da minha identidade. Administrei minha liberdade. Tomei aviões, tomei whisky... troquei a lâmpada, abri sozinha o zíper do vestido... decidi o meu destino com tanta segurança! Mas não previ que na linha da minha vida estivesse demarcada uma paixão inesperada.
Agora, cá estou eu, trinta e poucos anos e toda atrapalhada, tentando um cruzar de pernas diferente, um olhar mais grave, um molhar de lábios sensual... mas não sei direito o que fazer para agradar.
Confesso que isso me cansa um pouco. Queria mesmo era falar de todos os meus medos, "dos seus medos?" você diria, como se eu nunca tivesse temido nada. Queria te falar das minhas marcas de infância, dos animais que tive, do meu primeiro dia de aula... queria falar dessas coisas mais elementares, e te levar na casa da minha mãe, te mostrar meu álbum de retrato (eu, me equilibrando nos primeiros passos), ah, queria te mostrar minha primeira bicicleta, com truques. Ela ainda existe! Queria te mostrar as árvores que eu plantei (como elas cresceram!) e todas essas coisas que são tão importantes pra mim e tão insignificantes aos outros.
Ah, você queria falar alguma coisa? Está bem! Antes, só mais uma coisinha: estou morrendo de medo que você saia desta cena antes de mim, que você saia à francesa desta história, e eu tenha que recolocar minha máscara e me reinventar, outra vez...

sábado, 29 de agosto de 2009

Por favor,não me chamem de boazinha!!!

Esse texto da Martha Medeiros é a mais pura verdade...ser chamada de boazinha para mim soa ou falsidade,ou deboche ou diminuição...Qdo me chamam de boazinha interpreto como que não consegui um destaque maior ou um convencer necessário...já não gosto mto de palavaras inhas...me irrita,me chamar de Flavinha,então,como detesto(apesar que tem umas  pessoas que conseguem transformar o Flavinha em tom carinhoso em meus ouvidos,mas os demais,me soa como uma guitarra desafinada,hehehehe,irritante!).
Qual o elogio que uma mulher adora receber?



Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos:


mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais.


Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara.


Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação,


e ela decorará o seu número.


Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito,


da sua aura de mistério, de como ela tem classe:


ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.


Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua


perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.


Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe,


que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades,


que ela é um avião no mundo dos negócios.


Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade,


seu bom gosto musical.


Agora quer ver o mundo cair?


Diga que ela é muito boazinha.


Descreva aí uma mulher boazinha.


Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.


Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,


cuida dos sobrinhos nos finais de semana.


Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor.


Nunca teve um chilique.


Nunca colocou os pés num show de rock.


É queridinha.


Pequeninha.


Educadinha.


Enfim, uma mulher boazinha.


Fomos boazinhas por séculos.


Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas.


Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos.


A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas,


crucifixo em cima da cama, tudo certinho.


Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um


desejo incontrolável de virar a mesa.


Quietinhas, mas inquietas.


Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas.


Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes,


estrelas, profissionais.


Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen.


Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.


Pitchulinha é coisa de retardada.


Quem gosta de diminutivos, definha.


Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.


Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.


As boazinhas não têm defeitos.


Não têm atitude.


Conformam-se com a coadjuvância.


PH neutro.


Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções,


é o pior dos desaforos.


Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas,


apressadas, é isso que somos hoje.


Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.


As “inhas” não moram mais aqui.


Foram para o espaço, sozinhas.

Amizade sem trato

Hj estou sem vontade de sair ou de ver tv,então resolvi ficar fuçando na internet e estou encontrando textos muito interessantes e que vou colocar para compartilhar com quem quiser,hehehe...então prepare-se,pois hj pode ser um dia de muuuuuuuiiiiiiiiiiitas postagens,hehehe.


Amizade sem trato- Martha Medeiros
Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo.As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. VOcê não precisa de uma razão. Basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso trocar elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?Acho que é amor. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem doisamigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso.

...


Todos nós escondemos nossa verdade dos outros, seja com a intenção de nos proteger da maldade alheia ou para encobrir nossos pontos fracos. Dissimulamos tentando parecer adequados às expectativas dos outros na ilusão de sermos aceitos.”




(Marcelo Cezar - Nada é como parece)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

EU ADORO VOAR

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector

Quem sou eu

Minha foto
"...Eu apenas queria que você soubesse Que aquela alegria ainda está comigo E que a minha ternura não ficou na estrada Não ficou no tempo presa na poeira Eu apenas queria que você soubesse Que esta menina hoje é uma mulher E que esta mulher é uma menina Que colheu seu fruto flor do seu carinho Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta Que hoje eu me gosto muito mais Porque me entendo muito mais também E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora É se respeitar na sua força e fé E se olhar bem fundo até o dedão do pé Eu apenas queira que você soubesse Que essa criança brinca nesta roda E não teme o corte de novas feridas Pois tem a saúde que aprendeu com a vida..." Eu Apenas Queria Que Você Soubesse (Gonzaguinha)